cinematographer
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hoje eu fui ao serviço de estrangeiros e fronteiras de portugal. oficialmente não sou mais estudante e tenho todos meus documentos legais para trabalhar na europa. depois dessa imensa jornada, erro meu achar que acabava hoje. é sempre uma questão de sorte de quem te atende. há quem consiga fácil sem todos os documentos, há quem tenha que arranjar outros que não estavam na lista — o que foi meu caso desta vez.
enquanto esperava, um homem brasileiro desesperado-controlado conversava com o segurança do sef. sua cunhada estava no aeroporto de lisboa, tinha acabado de chegar e não podia entrar como turista. o segurança perguntou: mas ela tem motivo pra vir? o homem disse, pois é, ela queria ficar conosco aqui.
e penso: mas o coronavírus acaba sendo uma boa desculpa pra nos evitar, não é mesmo? pois, vocês que idealizam um mundo no exterior, que imaginam quão perfeito é morar fora do brasil, vocês nunca passaram por um processo de visto e residência. o mundo globalizado sem fronteiras só existe para ricos. mas quem emigrou primeiro? opa, que linda história das navegações!
voltei pra casa pensando e chorando. é preciso tirar o bolsonaro da presidência, é preciso educar o povo, é preciso valorizar a nossa cultura e comprar produtos de agricultura orgânica familiar. o brasil é sim muito rico e bonito. e sim, isto tudo faz parte de uma mesma base de fortalecimento.
ou daqui a pouco os teus filhos brasileiros não serão mais imigrantes. seremos mais um povo de refugiados. …


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Em 2013, como trabalho de conclusão de curso em Cinema, resolvi desenvolver uma oficina de fotografia para crianças na comunidade vizinha à Universidade, que faz parte de um dos bairros mais ricos da região.

Larissa, Marcelo, Emily, João e Kauã viviam logo ao lado de onde eu estudava, no bairro mais pobre de Santa Catarina. Comigo, eles vivenciaram uma experiência que trabalha suas próprias identidades, fotografando a si mesmos, suas casas, família, colégio e a Universidade.

O processo de alfabetização e desconstrução do olhar envolveu atividades com fotografia analógica, digital, instantânea, pinhole, assim como revelações práticas em laboratório. Ao final, tivemos uma exposição dentro da Universidade.


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Musgo captures the mystical character of the Azores and its myths and tales.

MUSGO is a series of photographs that reflects the feeling of non-place and abandonment, weaving together desolate locations with blurry self-portraits.

When a Brazilian photographer finds herself in an Azores island in 2020, what could translate the sensation of an alien discovering part of her own culture? This project emerges in the middle of her immigration process. But who were the ones that migrated first?

Islands divided by an ocean are part of the same ocean that brings hope.

MUSGO aims to draw parallels between immigration and colonialism and how moss invades the gates and crosses the cracks. …

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